Quem sou eu

Sobral, CEARÁ, Brazil
Formado em Biologia (Licenciatura) pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - Sobral - CE.Especializando em Gestão Escolar pela UNOPAR. Professor de Ciências no Ensino Fundamental 2, no CSETI Maria Dorilene Arruda Aragão pelo Município de Sobral no Estado do Ceará.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mero, O Gigante dos Recifes


Encontrado em quase toda nossa costa, o mero é o gigante dos fundos rochosos e coralinos, com mais de 2 metros e 300 kg. Mas corre risco de extinção em várias regiões do Brasil. É denominado cientificamente por Epinephelus itajara. Vive no Atlântico Tropical, no lado americano desde as Bermudas e Flórida a Santa Catarina. Sua abundância varia ao longo de tal distribuição, sendo muito comum nas Bermudas, Bahamas, Caribe Central e nordeste brasileiro, e escasso no Golfo do México. A toxicidade de sua carne não é incomum em áreas coralinas do Atlântico Norte e origina o envenenamento alimentar denominado por “ciguatera” que pode até causar a morte. A “ciguatera” tem origem em micro-organismos que segregam potente toxina e que, por vários motivos, em certas ocasiões reproduzem-se em enormes quantidades; por comporem a base da cadeia alimentar, sua concentração em grandes predadores como o mero, é muito elevada e pode ocasionar graves conseqüências a quem ingerir sua carne. Vive em águas costeiras, desde estuarinas a eminentemente salinas, e próximas a ilhas, inclusive as mais afastadas. São raros além de 40 metros de profundidade e freqüentes entre 10 e 30. Costumam estar próximos de naufrágios, pilares de pontes, parcéis isolados e pontas de costões. Lentos, preguiçosos, nadam próximos a cavernas e tocas que consigam abrigá-los, e são dóceis e confiantes, deixando o mergulhador se aproximar bastante. Alimentam-se de caranguejos, peixes, lulas, polvos e até tartarugas marinhas, mas adoram lagostas. Para comer, fazem ataques rápidos ou sugam a água violentamente, produzindo sons como o de estampidos; o volume de água aspirada é tão grande que as presas são engolidas facilmente. A reprodução acontece nos meses mais quentes, quando se juntam em grandes grupos, como se fossem 40 a 50 "fusquinhas" movendo-se em três dimensões no meio de corais e rochas. O crescimento é lento e exemplares grandes são cada vez mais raros. Os machos costumam viver até 30 anos, as fêmeas um pouco mais, chegando aos 37 anos.

Fonte: Canal Azul TV
http://agroba.se/ylkCof

Nenhum comentário:

Postar um comentário